VIDEOZINE CRONENBERG

Embalado pela experiência televisiva de videoclipes e experimentações gráficas das décadas de 80 e 90, o Videozine Cronenberg é uma compilação de diversas animações criadas pelo artista ao longo de dois anos.

>Videozine Cronenberg<
Fabiano Gummo
Cor. 5min38s
2020

Projeto contemplado com o Prêmio Funarte Respirarte

Realização:
Fundação Nacional das Artes
Secretaria Especial de Cultura
Ministério do Turismo

Revolução photoshopista

No filme Mad Max: Fury Road o mundo permanece devastado, assim como a humanidade. Tribos da bala, da gasolina e da água dominam recursos e controlam sobreviventes. Seu vasto mundo desértico alaranjado é palco de novas experiências humanas. Igualmente, no mundo atual, onde enfrentamos a ascensão do neofascismo e suas variantes rítmicas, dispomos de poucos recursos para enfrentar essas forças. Tateamos cegos pelos labirintos áridos e metacodificados da internet. A verve cyberpunk Gibsoniana deu lugar ao cybernazi incel 2020, que encontrou das ondas holográficas seu habitat dantesco, seu reino engenhoso. O sistema complexo e neural que roda por trás dos globos oculares das inteligências artificiais é um delírio hermético. Com toda boa intenção do mundo, criamos um apocalipse de polarização zumbi. 'Há dez anos atrás entrávamos na internet, hoje nem saímos mais dela'.
Nuvens de pentabytes flutuando macio pelos campos eletrosféricos.

Leap into the Void


eg+o


Desinfraordinária

captação: fabiano denardin
(durante a desmontagem da expo '2017: um ruído infraordinário')
maio de 2019

Presente Contínuo - vol.3 - 2017

edição: dregus
2019

FG - 2019

"Eu vi"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Dopamina"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Nenhum fato"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"O maior Troll de todos"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Dupli"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Hobo"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Animosidade"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"CEIM"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Doppel"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.


"Ha-bla"
Fabiano Gummo
A4. Impressão sobre papel couche 200g.
Edição limitada de 5 cópias assinadas e numeradas.

t r o l l

'O maior troll de todos'. A4. impressão s/ Couché 180g. 30 de julho de 2019.

Verdes

Logo que a gente chegou fez dois dias de sol limpo
Acrílica, posca, lápis dermográfico e pastel sobre tela.
40 x 50 cm.
2019.

Governo Secreto da Lua













h e a d s #12


Vaporzinho


Vapor

- Em que momento da tua vida tu te viu artista? Como foi esse processo pra ti?

Acho esse "me ver artista" um problema. Penso nisso. Muito. Daí tento permanecer alerta a deslocamentos artísticos possíveis. Quero dizer com isso que procuro não vestir uma pelagem de "artista", pois para mim arte e vida estão completamente confluídas. 

- Quais são as tuas principais motivações, hoje, pra criar?

Acredito que sejam aquelas da ordem do desencontro, do desconforto, da participação e da presença. Por exemplo, se tenho uma ideia com potencialidades prático-conceituais, parece importante considerar as relações entre trabalho, vida, arte, tempo e acaso. É como aquela velha história, a criação alarga os campos de pensamento.

- O que tu tem experimentado, em se tratando de técnica e processo artístico?

Em termos de processo, continuo indo em direção às metodologias de trabalho difusas, tipo vórtex. Foi assim com o desenho/performance e continua sendo assim com a escrita, que é minha principal ação hoje. Neste momento, estou obcecado pela organização do material para a criação de um livro de artista que use o ano (e a vida) de 2015 como substrato principal.  

- Como tu vê a relação da arte nos transbordamentos cotidianos?

Se nos permitirmos evocar o pensamento da filósofa polonesa Zusi Kaglib, podemos imaginar o mundo a partir de uma estética esotérica do cotidiano. Com isso, nosso lugar para pensar a arte através desta postura enxergaria no cotidiano a própria ideia de multiplicidade. Ao mesmo tempo, pensar o cotidiano como rede que permite infinitas ficções parece (des)orientar muitas de minhas pulsões como artista.

*entrevista concedida a Mathias Moreno (13/06/2015), jornalista e escritor.  

Abertas Efêmeras


33 dias do ano de Warburg

Faz mais ou menos um ano que escrevi sobre a mansão. Foi o tempo que levei pra entender a coisa toda. Eu ia pro estúdio todo dia. Chegava 06 hora e ficava até umas 11e30. Antes do almoço eu visitava minha psiquiatra. Esse foi nosso acordo. Depois de atropelar sete pessoas numa parada de ônibus. Depois de me chapar sete dias seguidos com um zoológico de coisas erráticas. Eu pintava pra esquecer. O acordo foi aquele psicotratamento-todo-dia. Só que isso acabou comigo. A pintura me salvou. A psiquiatra era do tipo retroescavadeira na minha cabeça. Estratificando minha alma. Foi na pintura decorativa artesanal que conheci essa galera. Num tempo perdido e louco que precede qualquer narrativa escolhida, esse grupo de aspirantes queria investigar “aspectos recorrentes e profundos do pós0m. O que eu podia fazer? Eu só queria fugir de poa/rs. Tudo isso vai phaserificar minhas potencialidades cerebrais, eles diziam. Me socaram panfletos pró-irmandade. Assisti dúzias de VHS. Sentei ao lado do cadáver-grão-mestre. Conheci todos eles como “experimentadores”, ou qualquer merda parecida com isso. Repetiam sem parar que o culto refletia os contornos obscuros do sono eterno. meu graunde secreto.

Mansão Wamosy #4


Mansão Wamosy #3


Mansão Wamosy #2


Mansão Wamosy #1


Eu Não Sou Fabiano Gummo


“The Encyclopedia of Unsolved Mysteries”

Tadeu (a besta) se deu conta da errática missão yonesca que viria a seguir. Pensou meses e depois anos. Fez um longo tratamento visual na memória. Anteviu dois ativistas antiproibicionistas do uso de grass serem presos em menos de duas horas. Isso é ‘delito de pensamento’, afirmou. ‘Precisamos apurar as circunstâncias em torno de fotos que têm circulado pelas redes sociais em todo o país’. Tadeu lembra que no mundo não há concretude, somente poeira desalinhada e intuitiva. Por isso, eles o ensinaram a suplantar o mundo através de métodos de análise do tipo: regressão linear, regressão logística, árvores, análise de textos, agregação, visualização e otimização. Elza C poderia ter aprendido as mesmas técnicas, entretanto preferiu dedicar três anos lendo a notória “The Encyclopedia of Unsolved Mysteries”, escrita por Colin and Damon Wilson. Ela descobriu que a sinfonia do universo abre com uma introdução lenta e estoica, seguida de uma longa convocação utilizando um berrante afinado em dó sustenido maior.

paranormais da perifa


do Berço ao Túmulo


Elza C


Elza C já admitiu fazer parte de um complô de escala global. Hoje não. Agora Elza C carregava um ofício dizendo que o Governo Secreto da Lua não controlava mais sua mente. Ela havia sido vigiada durante muitos anos. Agora acabou, ela é sua própria vigilante. Mantém um policiamento de eterno-retorno sobre si sendo ela mesma. Elza C, que você permaneça intacta e indefinidamente forte em sua vigilância. Elza C mantém sua consciência em eterna ativação, patrulhando seus movimentos e suas escolhas.

UM RECANTO CONTÍNUO DE POROSILÊNSCIA

GORQUA
  GESTE
            ESPIAR        
            RESSPLANDEÇER
            SUBMAN     
                       TERRÃIN
           BATISCAPHO
         ENSGUIA
                                        PRUSSOSSAW
              8TRAVEN
                           F-INALITÉ
             SONA-MOTOR
             TRIEDRO-REBUS
                   COMPUTAÇÃO, REAL
     VIVEM EM MIM
      BIMOT-BIVALV
     QUEM MOVE MOVEN
     FARPADA-MULHER-MÃE
                 DUAS EX DEN
                UMA OXIGENTIU
                RECANTO CONTÍNUO DE POROSILÊNSCIA
           HORROR EM QUATITZ
                 ORGASMOCPF
                  PUBLI(SI)STEMA
                       FRASCOS BASDAUEUR
                             PÓS-DOWN
                                   KLUTER GLITCH
                                         SARAMPÔNICO
                       RU MO ELE PARAMETRIZADO
                VALATILIZARDON
                MEITOMÂNICO
               RESSALVAMARIANOTRIC
               TRIBALIENÍGENA
                         SURTOMADAMOLE-P
      DREMAVISGODOX
     OXXO
     QUADRATURAMOS POR CIMA DO VALE
              VALEIDOX
              GUTTER KLINKX
     MANODAFAXA
          OBRA IN
        ARTEX TODA NIGHT
                REQUEBRA –TELA
                       SUBAKULTA
                      SUPSÔNICANIDADES
                      XEREXMANOLO
            VISMONT DE DOZE CANO –CEE
  MOB HAD TRI DUM-DUM
   NÃO SE PODE SE
                    VARIUMVORTEX
                   PLUTÔ-NICO
                   A-LIBROS
                   ANTRONOISE
                            KEEPALACHES
   FLUNDOMARGER
   DODEDE-DEDODO
    RESTAURA
                 BLIT
YOCTP-IP
    FALANGES
     CABLE-G
      PASSA-CURTA-PASSA-LONGA
        LONTRA MAGNÂNANI
          SEJE BI
             DEXTRUNCADO
  MAUMBROTELHO
    VAZ-E-R
        VITRAUX PUSI
         FUZMEU
        COLA NO OMBRO NO OMBRO
        MEU REABRE MOTO
    MEU SU RIM
                                                  TODA VAL-A ENPIA
                                                     NEM VC ÇABERIA
            NEQT
          NEABNT
                  FLAVORUMANOS
                              EMPTYEAR
                     MASKARAVOS
       TERNOR
       DURA-MOLE
        NEO-BIT
                 CONTRACENT
                        RUMMORESPACIAIS
                            HIT-HUM
 RARTZI
                             BOLOMONDE

2013 / Capítulo 12


Pega ele, Nigel

Fig 3. Pega ele, Nigel.