O Problema da Demarcação

O cefalópode decidiu mover o dom pretensioso da egolatria até um local afastado dos olhos. E da alma. Compreendam que sempre visualizamos e imaginamos este locus como algo destituído de substância. Ao mesmo tempo, este locus era - e talvez ainda seja - um local habitado pela vontade. E não pela mentira, nem pelas insinuantes e fervorosas tentações rasas de ser/estar. Depois disso, a emoção, este incrível sumidouro da linguagem. Raciocínio, seu gerador complementar. Errado. Certo. As tendências são padrões de pensamento onde o que se imagina não visa nada, mesmo que supere todas as expectativas de (i)migração do corpo e da identidade. A identidade real. A personalidade. A que faliu. Que “desapareceu justaposta à constante e negativa autodestruição”. Sendo assim, esse é o ponto, não seria um início suficientemente bom, e sim um recomeço. O engraçado disso tudo é o derrotismo transvestido de ira. Contido em si mesmo como latente inspiração para o obtuso conformismo da impotência criadora.

Um comentário:

Marcelle disse...

A nossa personalidade tem que falir quando não somos felizes. Só com a morte poderemos ver nossas linhas, nossos contornos, nossos dedinhos dos pés se mexendo. A morte do self é o nascimento da criatividade. E o nascimento da criatividade é a vida de verdade. :)