Mar

Ela é foda. Mas de um teor foda diferente. Fluido. Quase líquido. Seu toque lembra o mar e a calma e a violência dele. E a diversidade louca dele e a variedade de todas as coisas que existem no fundo dele. Que rastejam e caminham e nadam e mergulham.

O Desenho do Campo Devastado

DESENHO CONTEMPORÂNEO NA GALERIA MARIO QUINTANA

Estação Mercado recebe mostra de Fabiano Gummo.

Amanhã, dia 6, começa nova exposição na Galeria Mario Quintana, da Trensurb: O Desenho do Campo Devastado, do artista gaúcho Fabiano Gummo. Sua série de trabalhos é uma busca pela experimentação, e/ou ampliação dos possíveis limites do desenho. Indo além do convencional, as técnicas variadas de Gummo têm forte base no desenho expressivo e na linguagem das Histórias em Quadrinhos. A mostra, última do ano na Estação Mercado, tem duração até 5 de janeiro de 2012.


Uma Realidade Bidimensional

Rafael Sica nasceu ao pôr do sol. Em setembro de 2001. Digo isso porque eu estava lá. Acompanhei o processo. Ele cresceu escondido. Teve uma infância. E como a maioria das pessoas humanas, ele morreu. Porém, havia algo extremo ocorrendo no vasto mundo real. E na imensidão das emoções também, e insights e todas essas coisas.

- Intervalo 1 - 

Agora vamos imaginar um corpo. Refiro-me a um corpo composto de moléculas e células, um constructo 100% humano. Não um simulacro. Este corpo possui aparatos sensoriais e psíquicos, e outros. Ou não, quem sabe. Tudo o que importa é que Rafael Sica reestruturou-se nesse corpo, e nele tudo era ambíguo.

E imanente.

E a incoerência da vida é oxigenada por incansáveis e intuitivos ataques contra o existencialismo rançoso. O local-síntese onde somos desmembrados e reagrupados e posicionados diante de nosso anti-espelho particular. Como Um Oráculo. 

- Intervalo 2 -

Houve a era da irreversibilidade e a era das forças contrárias se aniquilando ad nauseam. Instantes depois, as ruas frágeis e precárias projetaram nosso medo contemplativo. E nossa mente evocou imagens perceptíveis de toda nossa existência e de nossas lembranças, que são a soma de incontáveis estilhaços de realidades.

É por isso que o aterrador transforma-se em cotidiano e o cotidiano atinge níveis meta-cotidiano. E depois, tudo de novo, como em uma narrativa degenerada e eterna de fragmentos possíveis de vidas aleatórias.

Arrisco dizer que permaneceria vivo para compreender como Rafael Sica obtém essa visão panorâmica do todo. Ele certamente diria que isso é o equivalente gráfico do (extra)ordinário e nada mais...

Porque nada mais precisa ser dito, ele diria.

she is not what she is and she is what she is not

"she is not what she is and she is what she is not". digital photo. 2011.

La Noche

"La Noche". Mixed Media on paper. 2011.

Yokahai - Belluga (1993)


Artist: Yokahai
Album: Belluga
Year: 1993
Genre: Postrock
Quality: mp3

Tracklisting (downloading)
1 "Noth B" – 00:00:55
2 "Lantanium" – 00:00:15

death-dives


"death-dives". 250x333px. 2011.

sheep

Golden Camel

"Golden Camel". mobile photo. 1080x1441px. 2011

Vostok


HQ publicada na revista Picabu 4, em maio de 2009.

Casa com fumaça

 "Casa com fumaça". Aqualine, dermographic pen and india ink on paper. 2011.

Março não é menos cruel do que abril

janeiro não é menos cruel do que fevereiro
fevereiro não é menos cruel do que março
março não é menos cruel do que abril
abril não é menos cruel do que maio
maio não é menos cruel do que junho
junho não é menos cruel do que julho
julho não é menos cruel do que agosto
agosto não é menos cruel do que setembro
setembro não é menos cruel do que outubro
outubro não é menos cruel do que novembro
novembro não é menos cruel do que dezembro
dezembro não é menos cruel do que janeiro
janeiro não é menos cruel do que fevereiro
fevereiro não é menos cruel do que março
março não é menos cruel do que abril
abril não é menos cruel do que maio
maio não é menos cruel do que junho
junho não é menos cruel do que julho
julho não é menos cruel do que agosto
agosto não é menos cruel do que setembro
setembro não é menos cruel do que outubro
outubro não é menos cruel do que novembro
novembro não é menos cruel do que dezembro
dezembro não é menos cruel do que janeiro
janeiro não é menos cruel do que fevereiro
fevereiro não é menos cruel do que março
março não é menos cruel do que abril
abril não é menos cruel do que maio
maio não é menos cruel do que junho
junho não é menos cruel do que julho
julho não é menos cruel do que agosto
agosto não é menos cruel do que setembro
setembro não é menos cruel do que outubro
outubro não é menos cruel do que novembro
novembro não é menos cruel do que dezembro
dezembro não é menos cruel do que janeiro

sem título


  sem título (relação ameaçada comprometida). 500vs300 px. 2011.

Carnaval

Cena 1: Bar
Ele tá bebendo jáfaz 2horas com umas pessoas.  
Cena 6: AP de novoEla tá diferente. Seu JEITO mudou. Ele entra no AP e olha praum um grisalho de bigode. que tá na sala. Ele (ogrisalho) tá esperando ela. Esdasde que asd prostasdTem meia hora pra chegar nutrabalho. O grisalho tá chateadoe deita na cama gigante. Ela tá só d camisola com uma teta pra fora e acariciasaana noasdasf eewenquano olha pra ele dizendo que pode ir mas pra volta numotro dia. Ela balança a cabeça.

O Movimento Cardíaco




Exposição: Coração Gordo - agosto/setembro - 2011
Foto: Cristiane Costa

A/r/queologia

arqueologia da memória na galeria do dmae 

Na galeria, a primeira impressão é de que as paredes brancas, abertas em arcos, estão à espera de ocupação. No entanto, alguns passos avante, no corredor principal, e percebem-se pequenos objetos fixados na parede, diretamente. Abandono e deslocamento foi a primeira sensação que tive com a exposição Memória suspensa, aberta à visitação na Galeria do Dmae (rua 24 de Outubro, 200), até 8 de junho.
A exposição não envolve o espectador. É preciso que este caminhe até ela e, aos poucos, enfronhe-se nas memórias dos artistas Fabiano Gummo, Marcelo Armani e Marco Silva. Eles, juntamente com Lucas Moreira, formam (formavam), desde 2009, o Tentacle Ensemble Collective (TEC), que desenvolve trabalhos unindo arte conceitual, música experimental e videoarte, entre outras manifestações. No projeto Memória suspensa, eles pretendem tratar do último minuto, tentam localizar onde a mente estará quando chegar a morte, o esvaziamento. A ideia, de acordo com o material de divulgação, é que “no fim, as memórias de nossas vidas se tornarão nossa própria vida”.
Inicialmente, o projeto foi pensado para um espaço bem menor, o subsolo do Paço Municipal. A escultura de uma forma humana seria suspensa ao centro de um cubo, circundada por um objeto de cada artista. Durante todo o tempo, sons de frases e ruídos, além de vídeo de diversas fases da vida deles, seriam repassados. Essa espécie de catarse não chegou a ser realizada. O comitê municipal que define a ocupação dos espaços públicos da Prefeitura de Porto Alegre encaminhou Memória Suspensa para a Galeria do Dmae. Um desafio, pois, além de ser bem maior, é formada por três corredores, o que impediu a colocação da escultura central. Os artistas também precisaram improvisar muitos mais objetos memorialísticos, para preencher o espaço. Os problemas não ficaram por aí. No terceiro dia, o equipamento eletrônico de áudio e o telão pararam de funcionar.
Entrei em contato com Fabiano Gummo, por e-mail. Ele explicou que seria colocado um televisor e fontes de som para tentar reduzir o problema, mas acabou desistindo. A mostra já era outra. O objetivo inicial de tensão psicológica gerada a partir de um objeto de cada artista teve de ser substituído, na imensidão da Galeria do Dmae, por uma espécie de museu pessoal, em que a memória buscava novos objetos conduzidos pelo fio condutor da vida de cada um.
Não há tratamento nos objetos. Os artistas se apropriam de outros preexistentes sem modificá-los. Estão pregados nas paredes ou sobre pedestais emprestados da própria galeria. Tudo parece aleatório, reforçando a ideia de deslocamento. Ainda por e-mail, Gummo disse que a intenção não era fazer ready mades ou reapresentar objetos, mas “retirá-los do ‘depósito mental’ para que nos indicassem nossos atos do passado, nossos encontros, nossas ilusões, nossas antigas curiosidades, nossos estímulos”.
No espaço amplo do Dmae, há uma desconcertante sensação de busca por um sentido, o que, é possível, tenha impulsionado os artistas na escolha dos objetos. A apropriação está presente em toda a mostra, uma espécie de colecionismo de uma vida inteira, em que a aparente escolha arbitrária de objetos gera sentidos de identificação com o espectador (quantos não guardam bibelôs de avós, fotos de família, cartas, objetos que não têm valor estético, mas sentimental?).
Os objetos de Fabiano Gummo estão concentrados na infância. Alguns deles: uma grande folha de almanaque, com rabiscos de quando ele tinha cerca de 10 anos de idade; um bibelô que ele chama de Confúcio, mas que pode ser um Buda ou simplesmente uma figura oriental; uma fotografia dele na adolescência; uma valise que parece muito velha para pertencer a ele; um livro antigo; um cadeado; o folheto Abordagem laxativa, que ele produziu em 2007 com Fabio Godoh. Todos esses objetos, guardados ao longo de anos e agora espalhados pelas paredes e mesclados aos dos outros dois artistas, são carregados de nostalgia.
Possivelmente, são objetos de família a valise e o bibelô, assim como um livro pregado na parede. Ao denominar de Uma perna come feijão, a outra não uma bota ortopédica presa à parede pelos ferros que, no passado, agarravam-se às pernas da criança, o artista mostra um humor enviesado. Da mesma forma, a felicidade mostrada na imagem de adolescência é minimizada pela passagem do tempo, que deixou a coloração da fotografia escura, pesada. É como se ele concluísse que, afinal, todas as lembranças guardam um travo amargo.
Marcelo Armani nomina todas as suas peças com um único sinal – ? –, um ponto de interrogação. O músico e agora estudante de Engenharia parece tornar pública a dualidade de suas escolhas. A conclusão óbvia não é desmentida nos objetos expostos. Quase todas as obras são metais, peças de automóveis, restos de tomadas, uma hibridização dos dois caminhos: a concretude da ciência exata levada ao estatuto de obra de arte ao ser exposta em uma galeria. São formas inacabadas, retorcidas, surpreendentemente leves. No resgate de trajetórias que objetiva Memórias suspensas, Armani não parece tratar da dualidade como um problema; mostra, antes, uma possibilidade.
O artista faz também uma interessante exceção: uma caixa de acrílico, resumo de vida pulsante. Nela, Armani recolheu o exame de gravidez da mãe, cartas de parentes endereçadas a ele, cartões-postais de amigos, manifestações de sentimentos.
Se Gummo e Armani mostram os sentimentos de maneira intermitente, em uma caixa lacrada ou por meio de ironias, Marco Silva os oferece ao espectador desde o início. Ele é escrachado: um pedaço de si mesmo, em forma de maçarocas de cabelos, pende da parede (Higiene), uma foto, Aura, mostra seu “interior”. Outras tantas fotografias, da infância e da adolescência (sob o nome Primórdios) e da alegria da paternidade, com o filho no colo, são expostas. Ali está o artista, ele mesmo apropriado e representado. Há também uma prova de química de 1992, pautas musicais, uma velha máquina de escrever (Conflagração de ideias) com uma lupa. Assim como em Gummo, no entanto, a cor envelhecida das fotos, o fato de estarem diretamente na parede, como que largadas, não trazem conforto ao espectador, mas uma sensação de perda, de coisa esvaída, finda, um certo amargor.
Silva traz ainda outras peças, desestruturações mostradas por meio de óculos quebrados, pedaços de troncos e folhas secas (Decompositor). O tempo que foge, o fim que chega ou uma transformação?
Sonhos, trajetórias. Invocações do passado. A proposta do TEC é mostrar o que restará na memória, o que ficará, qual será o pensamento no último segundo. No entanto, o que é apresentado não lembra a morte, ou o último segundo ou o fim. Parace mais tratar-se de passagens, transitoriedades.
Não é possível saber se, não houvesse os problemas já apontados, o intento seria alcançado. De qualquer forma, este texto trata do que está exposto, não de intenções. Com um trabalho de arqueologia da memória, os artistas, cada um a seu modo, resgataram objetos que são, mais que tudo, a própria vida de cada um. Eles estão ali, com seus diários em forma de objetos, mostrando-se, uns mais, outros menos, ao espectador.
A escolha dos objetos – que é sempre subjetiva e arbitrária –, a forma crua de expô-los, a resolução definitiva de abrir mão de áudio e vídeo, tudo isso fez com que Memória suspensa tivesse uma vida independente de seus criadores se levada em consideração a proposta inicial. A sensação de deslocamento, de coisa fora do lugar que se tem ao entrar na Galeria do Dmae atesta isso. Algo está fora da ordem, espaço e objetos não se encaixam. Nesse desconforto, a mostra se adensa, não facilita. Os retalhos de vivência mostram que existe expectativa, e já não está nas mãos dos três artistas determinar se o devir é a morte ou se a suspensão é uma pausa para o continuar da vida. 
texto de Rosane Vargas

Sob o Ponto de Vista do Raio



Vídeo construído a partir de lixo eletrônico e aerosol painting .
Textura sonora modelada a partir de fragmentos encontrados no Free Sound Project.
Creative Commons License

el incendio


Rosner

Coração Gordo - Ep.1 - (2011)


Coração Gordo is a collection of 10 short animations made ​​from real-time video editing.

soma

























'soma' | acrylic on canvas | 90x90 cm | 2011

mulher nômade

































"mulher nômade" | india ink on paper | 2011

Coração Gordo



CORAÇÃO GORDO
Multiplicidade Gráfica

Fabiano Gummo é um artista que flutua entre mídias e sentidos. Sua diversidade técnica se expressa no desenho, no vídeo, na animação, na pintura e em intervenções sonoras. Os trabalhos da exposição “Coração Gordo” na Galeria de Arte Loíde Schwambach da FUNDARTE assinala seu desejo de explorar a diversidade excessiva e flutuante de signos e significados das imagens que saturam nosso dia-a-dia.  Ele tece técnicas variadas com forte base no desenho expressivo e na linguagem da HQ. As grafias de Gummo são realizadas em suportes diversos – antigos papéis de impressora matricial, papel fino de luxo, canson ou outros tipos, papel offset ordinário, folha de caderno, folhas milimetradas, bloco de notas, post it's, desde 3x3cm até formatos A2. Segundo Gummo “tudo que estiver ao alcance da mão e tudo que possa ser uma superfície... mas basicamente: papel”.  Assim como, canetas e tintas das mais diferentes qualidades. O artista também participa do coletivo TEC (Tentacle Ensemble Collective) – um nome que pode indicar um de seus objetivos como artista – de trabalhar com todos os meios disponíveis - visual, verbal e sonoro – mas de modo animalesco, por via de tentáculos, isto é, estendendo os limites de seu alcance para se meter um pouco em tudo que tem a ver com os meios de incitar, narrar e lembrar. O híbrido e o mundo mix são outros termos aplicáveis a sua produção. As imagens de Fabiano Gummo parecem querer explorar possibilidades gráficas do mundo em sua multiplicidade ao invés de tentar analisar e fixar as formas da realidade em categorias entendíveis e mastigáveis. Quando vimos os desenhos de Fabiano Gummo, fomos remetidas à história em quadrinho, não à estética do mangá que influencia fortemente o desenho dos jovens brasileiros, mas às estéticas singulares, conflitantes e ambíguas de sentidos irresolvidos e traços inebriantes.  Além das apropriações estilísticas da HQ, há também múltiplas referências a outras linguagens gráficas como, por exemplo, equações matemáticas e desenhos geométricos [duas figuras conversam através de balões do tipo HQ. Mas a significação desta conversa é aberta, pois, ele mistura signos gráficos de todo tipo: letras, números, pontuações, espirais e outras marcas que não fazem muito sentido ou que, potencialmente, fazem muitos sentidos ao mesmo tempo]. Visualmente, percebemos as referências às garatujas infantis com um gosto pela L’Art Brut. Em outro momento, o lirismo gestual e gráfico de Cy Twombly. Uma Certa crueza espessa o traço e nos leva ao Expressionismo moderno e ao grotesco das deformações figurativas em Egon Schiele – mas sem romantismos, sem piedades. Ele mistura arte erudita ou high art com outras da cultura pop, da contracultura e da subcultura. Poderíamos considerar que as justaposições inusitadas de figuras criam relações significantes e absurdas, remanescentes da fotomontagem dadaísta [de repente, um bode, um chapéu e o et cetera banal do cotidiano povoam as partes cheias do papel, enquanto, em outras partes da folha, os vãos sem marcas deixam a superfície respirar a ausência de imagem]. A combinação de imagens que atravessa os desenhos de Fabiano Gummo também nos leva a pensar na Arte Pop Britânica mais quente e nada puritânica de Allen Jones. Há algo de baixo calão das histórias em quadrinho de Robert Crumb. Fabiano Gummo utiliza o termo lowbrow, que significa literalmente “baixo calão”, e implica o não-erudito, o ocasionalmente perverso, o monstruoso, o absurdo e o irônico. Ao vasculhar as imagens do artista, sentimos um espírito de nossa época embriagado por tantos outros, sentidos não-fixos, em fluxo, reinventados livremente. Permear sua produção é uma oportunidade de acordar a vida e seus acasos como pregava John Cage e/ou participar da experiência de um desvio, como propuseram os artistas situacionistas. Também, poderíamos afirmar que, diante da produção de Fabiano Gummo espessamos a definição da palavra desenho.

Curadoria: Alice Monsell e Duda Gonçalves
Artistas plásticas, professoras do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, doutoras em poéticas visuais PPGAVI/UFRGS.  Membros dos Grupos de Pesquisa “Percursos Poéticos: procedimentos e grafias na contemporaneidade ( CNPq/UFPel) e Veículos da Arte ( CNPq/UFRGS) .

A Draga

"A Draga". Mixed Media. 2011.

Selfportrait


"selfportrait" | mixed media | jul 2011

Discussões relativas à idéia de destino


"Discussões relativas à idéia de destino"
india ink, pastel, permanent pen & graphite on paper

290 x 420 mm.

jun. 2011.

We may write and absolutely forget

"We may write and absolutely forget"
india ink, pastel & permanent pen on paper
290 x 210 mm.
jun. 2011.

Dolarização

um Percolar de sangue
Nnn Mmm
hiato e abnegação
do soro do cilindro
do diabo
e de 135 pessoas

the goat, the hat and the crow


"the goat, the hat and the crow"
india ink on paper
290 x 210 mm.
may. 2011.

the invasion of clowns


"The Invasion of Clowns"
mixed media
maio. 2011.

MS

TENTACLE ENSEMBLE COLLECTIVE - T.E.C.
(Fabiano Gummo, Lucas Moreira, Marco Alexandre da Silva e Marcelo Armani)

Abertura da Exposição Memória Suspensa
Galeria de Exposições do DEMAE

Porto Alegre, Brasil
10 de maio de 2011

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Pensamos que se a morte é um vácuo vazio imaterial sem dimensão nem forma, ela pode também ser a imensidão da vida dinâmica que é uma continuação do mundo-agora. Entretanto, precisamos aprender a acordar dentro do sonho.

Precisamos lembrar.

Memória Suspensa é sobre o último minuto. É sobre o local onde a mente estará quando encarar o esvaziamento. É uma metáfora total para a vida que arrasta a morte no corpo. É, além disso, sobre a incerteza de um futuro ausente.

A exposição pretende que esta percepção seja aberta e não fechada. De certa maneira, no fim, as memórias de nossas vidas se tornarão a nossa própria vida. Ou seja, aquela criança de olhos negros brilhantes e perdidos, o corte na mão, o céu (cuja intenção era ficar lá parado e enorme), a fumaça cinza, o frio que liberta e o pálido crepúsculo dos dias, SÃO a nossa vida.

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Tentacle Ensemble Collective é um projeto estético-comportamental polissêmico concebido por Fabiano Gummo, Lucas Moreira, Marcelo Armani e Marco Silva. O grupo se formou em 2009 e desenvolve trabalhos em diferentes campos significativos, como música experimental, arte conceitual, body art e vídeo-arte. Desde o início, a contestação social, o questionamento estético e a violação das convenções racionais, são temas centrais nos processos de criação do TEC.

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Serviço:

- O que: Exposição “Memória Suspensa”
- Abertura: 10 de maio de 2011 – 19h
- Visitação: 11 de maio a 08 de junho de 2011
Segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 08h as 17h30min
Entrada franca
- Onde: Galeria de Arte do Dmae - Rua 24 de Outubro, 200 – Porto Alegre/RS
- Contatos:
(51) 3289 9722
galeriadearte@dmae.prefpoa.com.br
www.dmae.rs.gov.br
www.tentacle.art.br

MS


Investigation

Hienas

PP

Altered Beast

"altered beast"
india ink on paper
170 x 250 mm.
2011.

깨진 눈


"깨진 "
mixed media
170 x 250 mm.
2011.

24/02/11

A decadência do açucar e o desaparecimento do ouro e do diamante


"A decadência do açucar e o desaparecimento do ouro e do diamante"
cdr
2011.

sink language

Photobucket

EroGrot

Photobucket

The Method


Before


After