[TEC] TSONAMI - Buenos Aires - 2009

fonte: ARTE EN LA REDE
Una ola de la diversidad sonora contemporánea
llega a Buenos Aires nuevamente

Del 20 al 25 de octubre en el Centro Cultural Recoleta de la ciudad de Buenos Aires tendrá lugar una muestra de las más diversas expresiones sonoras de la escena contemporáneas en la 2ª edición del Encuentro Internacional de Arte Sonoro Tsonami Buenos Aires 2009

Se llevarán a cabo 8 conciertos, performances multimediáticas y una exposición permanente de Instalaciones sonoras donde convergirán los trabajos de artistas nacionales e internacionales de diversas estéticas y trayectorias. Tendrán lugar expresiones tales como música, performance, instalaciones, video, multimedia y todas aquellas que trabajen en torno al sonido como eje principal.

Participarán el ensamble chileno de guitarras eléctricas Planeta Mínima, el músico Ernesto Romeo con su formación Klauss de Argentina, el compositor y etnomusicólogo español Carlos Suárez, ensamble Laptork, bajo la dirección de Fabián Kesler y Esteban Insinger, los trabajos performáticos de los ensambles Sonax y Tentacle Ensemble Collective de Brasil además de todas las propuestas de artistas de Argentina, Brasil, México, Chile, Paraguay, Colombia, USA, Cañada, España, Italia, Francia, Gales, Australia, Inglaterra, provenientes de una convocatoria abierta internacional y de artistas especialmente invitados por la organización.

Entre los días 12 al 24 de octubre se dictarán seminarios relacionados a las nuevas técnicas, lenguaje y tecnología de las artes sonoras en el Centro Cultural España en Buenos Aires.

En el Encuentro de Arte Sonoro TSONAMI es una plataforma de difusión del trabajo de artistas Latinoamericanos y de intercambio con producciones del resto del mundo vinculadas a las artes sonoras. TSONAMI es además un punto de encuentro transdisciplinario en torno al arte contemporáneo y la temática del sonido.

TSONAMI, es uno de los pocos festivales independientes vinculados al trabajo artístico del sonido que posee sedes en diferentes ciudades simultáneamente. Es esto una fuerte motivación entre compositores y artistas que ven en el un espacio de convergencia, diálogo y discusión. Con los antecedentes originarios de Tsonami Valparaíso, la realización de Tsonami Buenos Aires en octubre de 2008 y la realización de Tsonami Barcelona en diciembre del mismo año, se estableció el primer hito concreto de una fructífera plataforma de intercambio. Este año nuevamente se realizará en forma consecutiva a Tsonami Buenos Aires el Tsonami Valparaíso.

Más información: www.tsonami.com.ar


Immaturation

"Immaturation". Mixed Media. Sept. 2009.

[PICABU4] no Umbigo.

Texto publicado por Érico Assis, no site Omelete:

Quadrinista Dash Shaw encanta-se com HQs alternativas brasileiras em visita ao país

Autor de Umbigo Sem Fundo foi às compras - e conta em site o que conheceu por aqui.

O quadrinista norte-americano Dash Shaw, autor de Umbigo Sem Fundo, esteve no Brasil para bate-papos e sessões de autógrafos de seu livro no Rio de Janeiro e em São Paulo. E voltou maravilhado.

Em duas postagens no blog Comics Comics – revista online em que quadrinistas e críticos escrevem sobre HQs -, Shaw mostrou fotos e comentou o que descobriu de interessante no Brasil em termos de quadrinhos. Como já é seu interesse na terra natal, ele foi direto atrás de publicações independentes – mesmo que não entenda um pingo de português.

Pelo que mostra em fotos, Shaw buscou tanto raridades quanto material recente. Mostra com orgulho a capa da antologia Boca, de 1979, em que Snoopy é ameaçado de morte e a história interna em que os personagens Disney ganham versões deturpadas no mundo real. Outras antologias antigas que ele desencavou são Capa e Garatuja, da década de 80, e Glória Glória Aleluia, dos anos 90 (com os primeiros trabalhos de Allan Sieber, que Shaw destaca).

De material recente, Shaw faz questão de mostrar o álbum Saino a Percurá do mineiro Lélis, mais as antologias Samba e Picabu.

Quanto aos quadrinistas que encontrou por aqui, ele passou a maior parte do tempo com os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (que o acompanharam nas sessões no Rio e em São Paulo) e ainda teve oportunidade de conversar com Rafael Grampá e Lourenço Mutarelli.

Sobre a Bienal do Livro, que chama de “Rio de Janeiro Book Fair”: “Não consigo encontrar um bom equivalente americano para essa feira do livro. É tipo a San Diego Comic-Con, mas só de livros e com pessoas ‘normais’ (muitas famílias).”

Para conferir os textos e as fotos de Shaw, acesse comicscomicsmag.blogspot.com.


[Mamba Vision]

asshole n.14

"Asshole n.14". Mixed Media. Sept. 2009.

[PICABU4] Last release in SP

[TEC] 2ª Semana Ousada de Arte

O Tentacle Ensemble Collective foi convidado para participar da 2ª Semana Ousada de Arte da UFSC/UDESC, em Florianópolis, durante os dias 21 a 26 de setembro. A performance apresentada será *Experimento 3: Urbanóide & Bobby Fischer*.

Neste caso, o coletivo ressignifica a mente matemático-abstrata contextualizando-a em um panorama urbano. Propondo assim, uma manobra onírica cuja interpretação realista desembarca no cotidiano. O tabuleiro, nesse caso, é um simulacro da sociedade onde as peças e público são devorados em rituais catárticos.

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Quando Bobby Fischer morreu, a mágica da lógica morreu com ele. A performance *Urbanóide & Bobby Fischer* não é uma homenagem, é, antes disso, uma tentativa de perfilar o comportamento desse monstro contraditório.

Segue o release do festival:

A Semana Ousada de Artes UFSC e UDESC é a expressão de uma proposta que une duas instituições públicas numa parceria artística e cultural.

Organizada pela Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e pela Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Semana Ousada de Artes deste ano de 2009 procura apresentar a Universidade como fonte de ousadia. Se, algumas vezes, as Universidades são vistas como local de transmissão do conhecimento já sedimentado, nós queremos mostrar que elas podem ser o lugar da invenção do novo. A pesquisa aqui deixa os sisudos laboratórios dando razão à imaginação.

A UFSC e a UDESC oferecem hoje vários cursos ligados à arte: cinema, artes cênicas, design, arquitetura (UFSC); artes visuais, moda, artes cênicas, música, design (UDESC). A pesquisa nestas áreas, em ambas as Universidades, dá origem a novas tendências nas artes. É o que vamos mostrar nesta semana, num cruzamento de caminhos e idéias. Vários espetáculos mostrarão o imbricamento entre várias formas de arte: música, performances, artes visuais. É o caso do Teatro Mágico e do Tentacle Emsemble. Nesta semana, teremos ação educativa, dança, diversas oficinas, peças de teatro, exposições de moda, apresentações de curtas, performances, música erudita e popular, artes visuais, arquitetura e design.

E não faltará uma reflexão sobre tudo isso: no Seminário sobre Arte e Filosofia será discutido o sentido de dizer *Isso é Arte*.

Picabu # 4

Review escrito por Wilson Costa, colaborador do Meia Palavra

A começar pelo índice, que faz lembrar o final do conto Ligéia, de Edgar Alan Poe, criatividade parece ter sido a palavra-chave na elaboração da hq Picabu. E hq aqui, como os próprios criadores fazem questão de colocar na capa, não significa história em quadrinhos, mas história em quadros. Uma definição justa, visto que a revista definitivamente não foi feita para crianças.

"Tudo começa quando você agrega infinitos elementos intercomunicantes em busca da irrealidade paradoxal do mundo. Depois disso, o tortuoso caminho vai parecer não ter sentido algum. Haverá alienação e impossibilidade de retorno. Nesse momento ocorrerão N reinvenções, e o mundo real, amortecido pelo hábito, aparece.

O grupo Bestiário é formado por Moacir Martins, Rafael Sica, Rodrigo Rosa, Leandro da Silva Adriano, Nik Neves, Carlos Ferreira e Fabiano Gummo. Utilizando o substrato individual somado à retroalimentação criativa, o coletivo pactua referências fusionando estilo."

Com esse texto de introdução (precedido por um outro escrito de trás para frente, o qual não colocarei aqui), tem-se início a Picabu #4, coletânea de 12 histórias curtas onde predomina a total liberdade de forma e conteúdo por parte de seus autores, com temas tão diversos quanto o sentido inconsciente da fala humana e o puro erotismo.

Algumas das melhores histórias (Hiato, de Rafael Sica, e Ondas, de Carlos Ferreira) dispensam diálogos ou narração e apelam para o puro surrealismo para buscar um significado mais profundo. Impregnadas pelo preto e branco (como todas as demais), as duas histórias buscam retratar a solidão, seja nas relações humanas ou no afogamento de um homem. Outras histórias, ainda que sejam mais convencionais em seu formato, são também tão interessantes quanto: como Telencefalos, de Leandro Adriano e Carlos Ferreira, que com uma arte que lembra a dos mangás japoneses, conta uma história sombria que mistura medicina e cinema; ou Escândalo, de Rodrigo Rosa, que denuncia o circo exibicionista da televisão e do mundo das celebridades, bem como a alienação de seus espectadores; e A contagem, de Guraci Fraga e Rodrigo Rosa, um exemplo perfeito do humor negro. Todas as histórias contidas na revista merecem ser lidas mais de uma vez. Seja em busca de algum significado perdido, ou apenas para apreciar a arte, que varia do lúdico ao macabro, do extremo detalhismo à simplicidade, da luz à escuridão, da crítica à insanidade. Basta uma das histórias da revista para que ela já valha à pena: Vostok, de Fabiano Gummo, inspirada em Kafka de certa maneira, e que em apenas duas páginas deixa o leitor com o peito apertado.

Ler a Picabu me fez pensar nas semelhanças entre os quadrinhos e o cinema, como o uso das imagens como princípio básico da narrativa, e também na diferença inerente entre os dois, pelo menos nos padrões atuais, que é o silêncio. Talvez seus autores tenham buscado inspiração no cinema mudo, ou no expressionismo alemão que mais tarde veio dar origem ao noir, ou talvez essa confluência tenha nascido de seu inconsciente coletivo, mas eles souberam aproveitar dela muito bem. Souberam fazer da falta de cores e de som o palco ideal para contarem suas histórias. Mais que uma bela experiência imersiva, Picabu #4 serve para deixar o leitor com um gosto de quero mais, esperando ansiosamente pela #5.

O grupo Bestiário, responsável pela criação da revista, pode ser encontrado no site: http://www.bestiariopicabu.blogspot.com/

Sobre o autor: Wilson Costa é o Wilson lá no Meia Palavra. Você pode ler mais textos dele no blog o lobo antes da porta.

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Ko Banned

"Cabeça de manequim "sentada" em frente a uma máquina de escrever". Mixed Media. 2009.