20090701

Jackhammer (old)

20090628

TEC encontra Mathias Rosner

Durante o lançamento da Revista Picabu em Porto Alegre, no Museu do Trabalho, o grupo híbrido de neojapop Tentacle Ensemble Collective fez uma performance baseada numa HQ da Revista - Mathias Rosner. Abaixo o vídeo produzido pelo coletivo:

Lançamento da Picabu em São Paulo

Nik Neves manda notícias de SP: O lançamento, na Pop, foi massa! O dia (quase noite) impediu muita gente de aparecer. Mas dentre os que tiveram coragem de enfrentar o frio paulista para comprar e prestigiar a Picabu, estavam: Grampá, Rafael Coutinho, Eduardo Mendes, Daniel Bueno e os gêmeos.


20090625

You Bet Your Life

[TEC DOC 1]

Quando Bobby Fischer morreu, a lógica da feitiçaria morreu junto com ele. A performance “Urbanoide + Bobby Fischer” não é uma homenagem, é, antes disso, uma tentativa de perfilar o comportamento desse monstro contraditório.

No espetáculo, o coletivo ressignifica a mente matemático-urbano-industrial. Propondo assim, uma manobra onírica cuja interpretação realista desembarca no cotidiano. O tabuleiro, nesse caso, é um simulacro vantajoso.

Agora, analisando "Grain Elevator", notamos um completo descontrole catártico localizado entre o antes e o depois. É como se o não-individualismo buscasse implodir os padrões da linguagem. No contexto onde foi realizada a performance, a oferenda recusada - o livro na bandeja, materializou o sentimento de medo (ou inexistência de sede) presente na maioria.

Existem dois pontos especiais. O primeiro compreende o aspecto da perda momentânea de identidade num universo desprovido de estrutura física. O segundo pode estar vinculado ao vácuo cultural, à ausência de perspectiva e à inércia sem rumo de uma vida sem significado.

O que é bastante óbvio.

[...]

20090623

Lançamento Picabu4 em São Paulo :: Livraria Pop

Folha de São Paulo :: 22 de junho de 2009.

Após 17 anos, "Picabu" retoma HQs
Quarta edição da revista de quadrinhos autorais reúne sete artistas e tem o corpo como tema

PEDRO CIRNE - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO

Entre o terceiro e o quarto números passaram-se 17 anos, mas a revista independente "Picabu" (que antes se chamava "Peek-a-Boo") está de volta. E, com ela, 12 histórias em quadrinhos experimentais, daquelas que fogem do convencional. É o que o grupo Bestiário, que criou a revista, busca: "histórias em quadros" autorais.

"Quadrinho autoral é mais do que fazer uma HQ e assinar. É buscar uma linguagem tanto gráfica quanto textual que seja apenas sua", diz Carlos Ferreira, um dos criadores da revista. "É interessante essa questão de experimento. Ajuda a amadurecer o processo de leitura".
Ferreira é um dos autores que voltaram à revista depois de 17 anos, da mesma maneira que Leandro Adriano, Nik Neves e Rodrigo Rosa. Três novos integrantes, Fabiano Gummo, Moacir Martins e Rafael Sica, somaram-se ao grupo a partir desta quarta edição.
O terceiro número teria sido o último, conta Ferreira, e cada um seguiu o seu caminho. "A ideia não era ter continuidade [para a revista]. Entretanto, sentimos a necessidade de possuir um veículo de expressão autoral".

Não há um grupo que edita a revista no sentindo convencional. É escolhido um tema ("corpo", no caso desta quarta edição), e os artistas criam suas histórias a partir daí. Segundo Ferreira, há um acompanhamento do processo criativo, mas sem projeto editorial: "O que nos importa é a liberdade de expressão".

"A nossa visão é a de que o quadrinho tem mais a oferecer do que o que aparece nas HQs industriais", diz Ferreira. "A impressão que eu tenho é de que existem muitas histórias em que o importa é o desenho, e ao texto não é dada tanta atenção. Quase não há trabalhos fora daquele maniqueísmo de bem versus mal".

"Picabu" foi lançada em junho no Brasil, mas antes disso teve um lançamento internacional, no Festival Internacional Viñetas Sueltas, de Buenos Aires. "Eu tenho uma ligação forte com o grafismo argentino, e eles estão mais maduros quanto à produção de quadrinhos autorais".
Um quinto número já está em andamento -e, desta vez, não demorará tanto tempo para ser lançado, embora não haja uma data definida. "Não queremos ter uma periodicidade editorial", diz Ferreira. "Nosso processo de criação parece o de um disco. Selecionamos as histórias que queremos contar. Quando as histórias estão fechadas, vamos para o desenvolvimento da revista".

20090619

Vídeo Instalação :: 20 de junho :: 18h


TEC.
The Grain Elevator - Vídeo Instalação.
Na abertura da Feira do Livro de Canoas.
Praça da Bandeira, Sábado, 20 de Junho, 18hs.

20090617

UXE


Picabu 4. Oferenda e sacrifício. 13 de junho, 2009.

Sou UXE, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira cósmica, mas, como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua Vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem, contudo, poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado à exercer a descrença, a confusão e a ignomínia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro nalgum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito , sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh, Pai infinito que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

20090612

FESTA DE LANÇAMENTO PICABU#4 - POA

13 de junho, 18h, Museu do Trabalho (Andradas, 270)
Entrada franca
Preço da revista no local: R$ 10

Neste sábado, 13 de junho, as 18h, a Picabu#4 será lançada em Porto Alegre numa festa no Museu do Trabalho. Pra animar a festa, além do DJ Vico Morgeinstein, haverá a performance Tentacle Ensemble Collective encontra Mathias Rosner, quando os TECs apresentarão uma ação inspirada na hq de Fabiano Gummo que abre a revista. A entrada é franca.
...

Passados dezessete anos desde seu último número, está de volta a revista de quadrinhos Picabu. E ela vem cheia de novidades: a começar por seu próprio nome, que mudou de “Peek-A-Boo” (expressão inglesa usada numa brincadeira de dar sustos) para a expressão escrita agora em bom português. No visual a revista também está muito diferente, perdendo o perfil de fanzine das edições anteriores. Agora, a Picabu tem formato novo (16x23cm), capa em policromia, 96 páginas internas e impressão of-set. Mas a grande mudança está no seu time de colaboradores, que integra antigos participantes da revista – artistas que deram seus primeiros passos nos quadrinhos desde finais dos anos 80 – com a nova e impressionante geração que começou a aparecer já na virada do século 21. Assim, Carlos Ferreira (mentor original da Picabu), Leandro Adriano, Nik Neves, Moacir Martins e Rodrigo Rosa – participantes da primeira fase da revista – contam agora com o talento de Rafael Sica e Fabiano Gummo, autores dos mais delirantes e criativos quadrinhos produzidos por essas bandas em muitos anos, e formam o Grupo Bestiário. O grupo pretende não só lançar edições da Picabu, mas também desenvolver outros projetos em quadrinhos e arte.

20090610

June, 20 :: The Grain Elevator Video Installation

Photo: Aline Mota

20090609

TEC encontra Mathias Rosner

20090605

Review Picabu 4

Review originalmente publicada no UHQ por Eduardo Nasi.
Atualmente, uma porção farta dos quadrinhistas independentes brasileiros tem a mira apontada para os leitores - querem angariá-los, seduzi-los, conquistá-los. Mesmo trabalhando à margem das editoras, esses criadores defendem e fomentam caminhos alternativos. Mas a intenção é ampliar o contingente de público de suas HQs.

O caminho é legítimo, e isso não se questiona. Até porque, com a internet, se tornou uma opção teoricamente viável.

O curioso é que, ao mesmo tempo, os quadrinhos experimentais minguaram.
Mais curioso ainda é que um dos quadrinhistas de maior sucesso do Brasil, Laerte, tenha se tornado o grande nome da experimentação na arte sequencial com as tiras que fez nos últimos anos.

Tudo isso para dizer que é a essa facção experimental que Picabu se filia.
O projeto surgiu nos anos de 1990, em Porto Alegre, então chamada de Peek-a-boo. Teve três edições, todas explorando a linguagem dos quadrinhos e usando-a como recurso para fazer histórias em comuns.

Depois do ocaso de 17 anos, o projeto é retomado com o mesmo espírito.

A revista abre com Mathias Rosner, história em que o texto de trás para frente, com palavras-chave perturbadoramente na ordem comum, revela o enredo. É um dos pontos altos.

Há outros, e são vários. Como a arte no estilo de xilogravura de Carlos Ferreira em Ondas, o mundo de cabeça para baixo de Rafael Sica em Hiato, a frustrante tensão sexual de Chuuuuááááá, a desoladora O homem sedento e a encantadora Magique (ambas com a arte pop de Nik Neves), a tragicomédia de Escândalo e a perturbadora Hongo.

Além delas, há ainda as ilustrações que fazem a transição entre as HQs - em que um artista desenha um fragmento da história do outro.

Em todas as histórias, é visível que os criadores não fazem quadrinhos por fazer - expressam o que podem, o que é autêntico, o que é verdadeiro. E, nesse campo, não há certo e errado - só a disposição do leitor em encarar a arte e o artista.

De cara, Picabu assume a contramão do mercado. Não seus autores, porém: diversos deles fazem trabalhos altamente vendáveis - até mesmo adaptações de clássicos para escolas, tão em voga.

O papel da Picabu é criar um espaço de expressão para os autores e de provocação aos leitores. Sua intenção não é vender muito - e justamente por isso tem que ser comprada.

20090528

F

20090527

Dizem que num dia nublado ele deu adeus e desapareceu

Há alguns anos ele comprou uma casa situada cerca de dois quilômetros do pequeno centro de uma cidadezinha com 495 habitantes, onde havia apenas uma igreja, um hospital, uma escola, um curso de inglês, uma sorveteria e um hotel. E a cidade era tão pequena que o único hospital sequer tinha maternidade, de modo que as mães eram levadas às pressas para a cidade vizinha e nenhum bebê nascia mais ali.

Como é natural em cidades pequenas, quando ele se mudou, desataram a falar sobre sua vida. Contam que era um escritor. Escreveu nove livros de ficção científica que fizeram um relativo sucesso, viajou, deu autógrafos, escreveu artigos para revistas especializadas e foi entrevistado em programas de televisão. Desde os dezesseis anos escrevia sobre viagens intertemporais, interplanetárias, interespaciais, interqualquer coisa que se possa imaginar. Fazia parte de associações literárias e científicas e participava de conferências sobre novos planetas, novos sistemas e novas tecnologias.

Dizem que ele só tinha livros e cadernos, além de um notebook, um colchão e um conjunto de mesa e cadeiras. Ao que parece era tudo que ele precisava.

Também dizem que nunca se casou. Que tinha uma paixão de infância, mas que ela, apesar de muito sua amiga, casou-se com outro e teve dois filhos. Um estado de coisas inimaginável que ele encarava como uma persistente repreensão da natureza. E a razão pela qual, segundo quase todos, ele havia se mudado para bem longe dela.

Dizem que ele era uma criatura especial porque ousado, original, insuperavelmente extraordinário. Contam que dormia num colchão duro, tinha um carro velho, saía para fazer compras apenas uma vez por mês, falava pouco, fumava muito, brincava nunca, não tinha cachorro, nem gato, nem passarinho e pedia desculpas com uma voz baixa quando esbarrava em alguém. Mas apesar dessa sua insuperável singularidade, quando percebeu que nunca mais a veria, ele deixou de chorar, e depois disso, cancelou sua linha telefônica, não enviou mais e-mails, sentiu que ia perdendo sua voz, pouco a pouco, à medida que deixava todos sem resposta. Sentia que quanto mais tentava esquecê-la, mais era ele próprio esquecido.

E foi num dia nada singular, muito parecido com qualquer outro, meio nublado, meio entristecido, nem frio, nem quente, meio mais ou menos, assim como sua vida naquele instante, que ele se deu conta de que estava desaparecendo do mundo. Quanto menos escrevia, mais suas mãos se dissipavam. Quanto menos pensava nela, mais seu peito se consumia e se desvanecia.

Depois nunca mais o viram. Dizem que ele saiu pelo mundo, talvez para um lugar mais distante ainda, onde pudesse ser totalmente esquecido e desaparecer anonimamente. Outros dizem que ele foi procurar por ela, antes de desaparecer por completo. Mas a única certeza que eles têm é que um menino realmente o viu indo embora, levando uma pequena mala preta. E também disse que ele lhe deu adeus, levantando a mão direita, tão magra e diáfana que era quase transparente, e através da qual o menino pôde ver, luzindo, uma breve lágrima traindo seus olhos que se achavam secos para sempre.
Texto de Dani Gouveia publicado originalmente no blog Caneta, Lente e Pincel e inspirado na HQ abaixo.

20090522

PICABU4


Lançamentos / Book Signing

- May 29, 2009. Viñetas Sueltas. Buenos Aires-AR.

- June 13, 2009. 18h. Museu do Trabalho. Porto Alegre-BR.

- July 04, 2009. 18h. Livraria Pop. São Paulo-BR

20090517

YO NO SOY DEL PUTO TEC

20090515

Mostra de Cinema Experimental

acrílica + colagem + nanquim. maio de 2009.

20090512

Corn Flake

MAIO 09

20090511

In The Sign of The Tentacles

Finally you can watch the movie that the government don't want you to see! Banned on 23 countrys! We free the movie for you, the truth is now revelead!


Bestiário em BsAs

Texto originalmente publicado no Blog Viñetas Sueltas

PICABU#4

Después de diecisiete años desde la última edición, vuelve la revista de historietas PICABU. Y vuelve llena de novedades: a empezar por el nombre, que ha cambiado de “Peek-A-Boo” (denominación inglesa para un juego de asustar) para la expresión ahora escrita en português. En lo visual, la revista también está muy diferente, ahora tiene el formato de 16×23 cm, tapa a color e impresón en off-set. Sin embargo, el gran cambio está en su equipo de colaboradores, que reúne antiguos participantes de la revista – artistas que han dado sus primeros pasos en la historieta a fines de los años 80 – con la nueva e impresionante generación que surgió en el nuevo siglo. Así, Carlos Ferreira (creador original de la revista), Leandro Adriano, Nik Neves, Moacir Martins y Rodrigo Rosa – participantes de la primera fase de la revista – cuentan ahora con el talento de Rafael Sica y Fabiano Gummo, creadores de las más delirantes y creativas historietas hechas por esas bandas desde hace muchos años, y forman el Grupo BESTIÁRIO. El grupo pretende no solamente editar la PICABU, sino también desarrollar otros proyectos en historieta y arte.

Manteniendo la línea editorial de las ediciones anteriores, la PICABU#4 también empezó por la elección de una temática central para inspirar la nueva edición: el cuerpo humano. Desde ahi, surgieron 12 historietas que componen la revista y abordan la temática de las más distintas formas: desde el intimismo minimalista hasta la sátira social, desde el erotismo hasta la psicodélia urbana, desde el humor negro hasta el terror psicológico. Todo el proceso de creación de la revista fue estimulado por un blog cerrado hecho por los artistas involucrados donde, poco a poco, aparecieran bocetos, páginas de historietas, ideas de portadas y de diseño de las páginas. Todo fue discutido y comentado entre los integrantes, creando la unidad conceptual de la publicación.

PICABU#4 tendrá lanzamiento en el Festival de historietas Viñetas Sueltas, en Buenos Aires, a fines de mayo.

Para conocer un poco más del Grupo BESTIARIO y de la revista PICABU#4, busque en http://www.bestiariopicabu.blogspot.com/

LOS INTEGRANTES

CARLOS FERREIRA - Guionista, ilustrador y director de programas de televisión. Empezó a hacer historietas en los 80. Creó la “Peek-A-Boo” en el inicio de los 90, editando tres números que han ganado premios, como el de la mejor revista independiente en la Bienal Internacional de Historietas de Rio de Janeiro, en 1991. Ha hecho el guión de adaptación de “Os Sertões” para historietas. El libro será lanzado este año por la editorial Agir.
http://quadrinhoscriticados.blogspot.com/

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FABIANO GUMMO - Ilustrador y guionista, creador del editorial independiente “Fuzzie Cannibal Comics”, donde ha lanzado las “Mini Comics” y otras publicaciones. Sus dibujos han sido expuestos en ciudades como Porto Alegre, Rio de Janeiro y Londres.
http://fgummo.blogspot.com/

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LEANDRO ADRIANO - Guionista y escritor, fue premiado en la II Bienal de Historietas de Río de Janeiro por el guión de “Antítese de Quijote”.

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MOACIR MARTINS - Ilustrador y guionista con colaboración de dibujos para programas de televisión y para revistas como “Superinteressante” y “Aventuras na História”.
http://espacoprecario.blogspot.com/

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NIK NEVES - Ilustrador y guionista, colaborador de revistas como “Você SA”, “Superinteressante”, “Placar”, entre otras. Ha hecho un posgrado en ilustración en la Escuela de Diseño y Arte de Barcelona.
http://projeto-inutil.blogspot.com/

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RAFAEL SICA - Ilustrador y guionista, publica en revistas como “Caros Amigos”, “Mundo Estranho”, “Vida Simples” y en periódicos como “Folha de São Paulo” y “Extra Classe”. Edita el blog de la serie “Quadrinhos Ordináriso” que pronto se lanzará en libro. Premiado en 2004 como Mejor Dibujante Revelación en el premio HQ Mix. En 2008 expone dibujos en la individual “Cinza Choque”, en Porto Alegre.
http://rafaelsica.zip.net/

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RODRIGO ROSA - Ilustrador y guionista, colabora para grandes editoriales brasileñas como “Companhia das Letras”, “Ática”, “Nova Froneira”, entre otras. Ha hecho adaptaciones de clásicos de la literatura brasileña como “Os Sertões” (editorial Agir, aun inédito) y “O Cortiço” (Ática).
http://www.rodrigorosablog.blogspot.com/

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20090508

MMVI

Milk.

20090503

TEC :: Old Whale

Megaphone playing the cries of whales.
photo by totonho lisboa

20090501

Picabu #4 :: Gibizada

Texto de Telio Navega originalmente publicado no Gibizada
"A Volta da Picabu

Depois de 17 anos, a elogiada revista indepente conhecida como "Peek-a-Boo" vai voltar. E com nova equipe criativa, chamada de Bestiário: Leandro Adriano, Carlos Ferreira, Fabiano Gummo, Moacir Martins, Nik Neves, Rodrigo Rosa, Rafael Sica e Walter Pax. Tirando Gummo e Sica, a formação é a original, que contava ainda com Fabio Zimbres e Eloar Guazzelli. Partindo de onde parou, na década de 90, nos próximos dias sai o quarto número de "Picabu". Sim, o nome mudou sutilmente. Quem explica é Carlos Ferreira:

- Seguindo a tradição brasileira segundo a qual TUDO pode (e deve) ser corrompido, a revista "Peek-a-boo" passou a se chamar "PICABU" - conta o editor por email ao Gibizada. - Na verdade, a revista atingiu sua quarta edição mantendo o molde libertário e a fidelidade pelo improviso. Flertando com a dualidade CORPO x REALIDADE, a palavra-mágica escolhida para despertar a gana do grupo Bestiario foi "corpo humano". O fato é que o "corpo humano" não é apenas um elemento temático, é, antes disso, um portal para o fantástico. Cruzá-lo é multiplicar o fascínio perturbador.

Parente da "Dundum", outra revista de Porto Alegre também editada por Ferreira, a "Peek-a-Boo" fez sucesso na Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro, em 1992, da qual saiu com o prêmio de melhor revista independente de HQ segundo especialistas como Will Eisner, José Muñoz, Alberto Breccia e Moebius.

- Tô morando em Porto Alegre tem uns três anos e conheci a maioria desses caras nesse tempo - diz Rafael Sica, um dos membros do Bestiário. -Vem aí uma ótima revista de quadrinhos de autor, é o que afirmo sem medo. Não falo pelo meu trabalho, porque não tenho essa pretensão, mas esses caras fizeram histórias incríveis. São seis histórias de 12/13 páginas e mais seis de até quatro páginas. Ao todo são 12 HQs inéditas, duas por autor.

Abaixo, você confere uma página da HQ "Telencéfalos", com roteiro de Leandro Adriano e arte de Carlos Ferreira. "

20090427

PICABU #4

Texto de Eduardo Nasi originalmente publicado no Universo HQ
"Quadrinhistas formam Grupo Bestiário e ressuscitam Picabú

Depois de 17 anos, a revista independente Peek-a-boo está prestes a retornar. Rebatizada de Picabú (com acento mesmo), a publicação volta pelas mãos do Grupo Bestiário, formado por Moacir Martins, Rafael Sica, Rodrigo Rosa, Leandro da Silva Adriano, Nik Neves, Carlos Ferreira e Fabiano Gummo.

A quarta edição da revista ganhou forma em discussões realizadas em um blog fechado ao público - ao qual o repórter do Universo HQ teve acesso no final da semana passada.

No blog, todos os quadrinhistas submeteram seus trabalhos aos comentários dos colegas. A criação começou no dia 11 de março e se encerra agora, com a discussão em torno da capa. Todos os trabalhos partem do conceito "corpo humano", mas se desdobram em diversos caminhos.

A nova Picabú tem lançamento marcado para o festival Viñetas Sueltas, em Buenos Aires, em 25 de maio. Antes disso, é possível que haja uma sessão no Museu do Trabalho de Porto Alegre.

As imagens desta nova foram cedidas pelo Grupo Bestiário a partir de seu blog."





20090424

cRITICAL aSSEMBLY

20090422

O farsifa :: Vídeo de Peter Gossweiler

TEC :: Floating Movies :: Masks

Introducing to you:
Tentacle Ensemble Collective.


Now in color!

Made by the talent indian director Abhay Shankar on a computer with no mouse. This brilliant animation took 3 years to be made and several employers are forced to work in difficult condictions, with no guarantee of receive money. Shankar was arrested one year before the release for "public nudity" and still don't have see his work done.

Análise

"O primeiro movimento para a libertação é a mudança de ângulo. Ver sempre sob a mesma perspectiva é a garantia do bitolamento. O ideal é colocar-se na posição de um observador. Creio que só escreve uma boa autobiografia aquele que o faz na terceira pessoa. Contudo, caso não se tenha o grau de desapego necessário para tal, que continue em primeira pessoa, mas que enxergue sob outro prisma. Break on through to the other side e veja e sinta o que tem lá. Certezas se fragmentam. Dificilmente surgirão substitutas, além da convicção aristotélica sobre o nada saber. Mas a desconstrução de adágios pessoais é fundamental para a libertação. Nossas verdades são os tijolos da cela que construímos para nós mesmos.

Quando mudei de perspectiva e estiquei meu pescoço para o outro lado, subitamente vomitei minha infância. Não sei por que isso ocorreu. Ela simplesmente escapou pela minha boca tão logo minha cabeça rompeu a barreira do quadrado que me cerca. Mas ainda estou nele. Apenas esgueirei meu rosto para fora por um breve instante que me causou uma enriquecedora náusea. Vi um mundo novo, estranho. Mas estranho nada mais é do que o diferente daquilo a que se está acostumado. E por lá deixei minha infância. Não cheguei a nenhuma resposta precisa, mas sei que preciso me livrar de muitas coisas dos meus primeiros anos de vida. Sem dúvida naquela época adquiri muitos complexos que me atormentam até hoje. Mas isso já é uma ineficaz tentativa de auto-análise e não quero me aventurar nisso. Apenas desejo narrar-lhe minha experiência, afinal a análise fica por sua conta. Só lhe peço um favor antes de começá-la: deixe eu me mudar do divã para a poltrona, pois por alguma razão incerta não estou me sentindo bem nesse esquisito sofá."
*****

Texto de Renato Amado inspirado na imagem abaixo

Soon :: Mathias Rosner